FIME 2017: Ouviu-se Bach na Igreja Matriz de Espinho

Na passada sexta-feira, dia 7 de Julho, podemos assistir a mais um concerto do 43º Festival Internacional de Música de Espinho (FIME), na Igreja Matriz de Espinho.

Este espectáculo de entrada livre, esgotou por completo a igreja, que recebeu o Coro Gulbenkian, dirigido pelo maestro Michel Corboz, acompanhado no órgão por Fernando Miguel Jalôto, na viola da gambá, Sofia Dinis, e no contrabaixo barroco, Marta Vicente.

Podemos assistir a um concerto de Bach: Motetes e prelúdios de coral. Johann Sebastian Bach é um dos grandes compositores da história. Tendo nascido na Alemanha luterana, grande parte da sua carreira foi passada a escrever e tocar música religiosa. Um dos principais géneros luteranos é o coral, um género que permitia às pessoas com pouca formação musical participarem nas cerimónias religiosas e louvarem a Deus em casa. Dessas melodias nasceram os prelúdios corais, género organístico pelo qual o grande organista Bach ficou conhecido. Além de apresentar a estreita relação entre Deus e o compositor, este concerto reflecte a proximidade entre Michel Corboz e o Coro Gulbenkian. Corboz é uma das grandes referências corais da chamada “música antiga” e foi nomeado maestro titular do Coro Gulbenkian em 1969.

Esta cumplicidade fez-se ouvir neste concerto, onde espaço, repertório e intérpretes se complementaram.

O PROGRAMA CONTINUOU SÁBADO E DOMINGO

No sábado subiram ao palco do Auditório de Espinho, Alena Baeva (violino) e Vadym Kholodenko (piano), que nos abrilhantaram com um concerto de música de câmara. Neste recital tivemos um mostruário de vários estilos, podendo ver a evolução do papel dos instrumentos ao longo da história. Foi um recital rico em cores, timbres e atmosferas, numa paleta expressiva alargada. Para o crítico do Freiburger Nachrichten Baeva e Kholodenko constituem “duo comunicativo e brilhante” que “coloca o virtuosismo ao serviço das obras.”

No domingo estiveram os mesmos protagonistas em palco, mais o Hanson Quartet. Neste recital, a música francesa e austríaca do final do Romantismo esteve em destaque. Outro atractivo deste recital foi a junção de um grupo de jovens músicos premiados em concursos internacionais, cuja carreira se encontra em franca ascensão.

Para o próximo fim-de-semana o programa do FIME continua. Veja tudo na nossa AGENDA ou em http://musica-espinho.com .

Por Filipe Couto

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