Exposição: “Construir Lugares: Manuel Marques de Aguiar – 1927-2015”

Exposição: “Construir Lugares: Manuel Marques de Aguiar – 1927-2015”
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When:
08/03/2018 todo o dia
2018-03-08T00:00:00+00:00
2018-03-09T00:00:00+00:00
8 de Março a 27 Maio 2018
Museu de Serralves
Manuel Marques de Aguiar (1927-2015) pertence a uma geração de arquitetos do Porto para quem o desenho é uma ferramenta privilegiada do pensamento. Foi arquiteto, urbanista, gestor urbano e desenhador de paisagens, de origem transmontana, e que desenvolveu a sua formação e ação em muitos outros lugares, entre França, o Norte de Portugal e a Ilhas dos Açores.
É através dos seus desenhos, assim como dos seus planos e projetos, que esta Exposição e o Documentário Televisivo a ela associado, revelam o seu desejo de transformar a cidade e a paisagem, “construindo lugares” que possibilitassem novas vivências.
Nos seus planos, projetos, obras e pareceres técnicos, Marques de Aguiar procurou passar “Da Intenção ao Acontecer” (título de uma comunicação apresentada em 1991), recorrendo a diferentes instrumentos, alargando oportunidades, e “semeando a longo prazo” como gostava de dizer. O arquiteto paisagista Ilídio Araújo, seu companheiro de trabalho, afirmava mesmo que “o que nós queríamos era mudar mentalidades!”.
Ao longo de seis núcleos, ou de seis “lugares”, a exposição apresenta diferentes testemunhos de personalidades da sua geração (como Luiz Cunha, Carlos Carvalho Dias e Álvaro Siza, entre outros), memórias de quem acompanhou a persistência de Marques de Aguiar na integração entre trabalho e vida. Estes foram marcados pela sua aprendizagem, em Paris, com Robert Auzelle, urbanista responsável pela transformação do Porto na transição para a década de 1960 – autor do seu PDM de 1962 -, e figura-chave na construção do eixo da Rua Gonçalo Cristóvão, e da Escola Francesa do Porto, obras que Marques de Aguiar deixou à cidade. A estes juntam-se os planos para as cidades de Espinho e de Angra do Heroísmo (após o terramoto de 1981), assim como os estudos realizados para o interior Norte de Portugal e para as Orlas Marítimas entre o Porto e Leça da Palmeira. Álvaro Siza, autor da Casa de Chá da Boa Nova (1963), testemunha nesta exposição: “muito aprendi com ele, nesse primeiro contacto com o desenho do território. Guardo na memória esses dias de aprendizagem e de convívio marcado pelo seu inexcedível trato e paciente sabedoria”.
Apoio Institucional
Câmara Municipal de Espinho | ESPINHO.TV

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