Inauguração da exposição “Silvestre Pestana”

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“Silvestre Pestana: um artista de contraciclos” está patente no Museu Municipal de Espinho até ao dia 7 de setembro

No passado sábado (13 julho), foi inaugurada no Museu Municipal de Espinho, a exposição “Silvestre Pestana – Um artista de contraciclos”, que faz parte do conjunto de exposições itinerantes da Fundação de Serralves.
Nascido em 1949 no Funchal, Silvestre Pestana é um artista plástico, poeta e performer, que tem desenvolvido uma obra singular no panorama artístico nacional, tendo-se revelado desde o final dos anos 1970 um agente fundamental do circuito artístico independente do Porto.
A exposição de Serralves em Espinho abrange o período no qual Silvestre Pestana esteve associado ao coletivo da Poesia Experimental Portuguesa na década de 60 do século XX, período esse em que abordou a poesia como discurso visual e um meio de resistência antifascista. Exilado em Estocolmo, na Suécia, entre 1969 e 1974, o artista desenvolveu performances e intervenções no espaço público, contactando com movimentos ambientais e ecológicos. Regressado a Portugal, foi pioneiro nas áreas do vídeo, utilizando os néons como um novo sistema de linguagem e animação do corpo. Pestana foi mais longe e não se limitou a explorar os vários meios, procurando com eles e através deles criar novas formas e enunciar uma nova linguagem, “num constante sobressalto intelectual, num constante questionamento e compromisso político.”
A inauguração da exposição contou com a presença do artista Silvestre Pestana, Pinto Moreira, presidente da Câmara Municipal de Espinho, de Ana Pinho, presidente do Conselho de Administração da Fundação do Serralves e de Rui Costa, diretor de Recursos e Projetos Especiais da Fundação de Serralves. A abertura da mostra foi abrilhantada com a performance de alunas da Escola de Ballet Isabel Lourenço e de alguns elementos da Associação “O Mar é Nosso”.

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