As docentes Elda Santos, Isabel Ribeiro e Marta Costa, da equipa coordenadora do projeto Erasmus+ “Make(r) Space for Outdoors @ AEMGA”, participaram entre 18 e 25 de julho em Reykjavik, na Islândia, na formação internacional “Smart Teachers Play More Outdoors”. A frequência deste curso visou, entre outros, ficar a conhecer o método «Smart Teachers Play More» (STPM), um quadro holístico de desenvolvimento profissional e de ensino desenvolvido na Islândia por Kristín Einarsdóttir e Sarah Jane Anthony, e que tem vindo a ser implementado um pouco por toda a Europa por apresentar múltiplas vantagens.
Ao combinar o currículo académico com o movimento físico, a brincadeira, a narração de histórias (storytelling) e técnicas de mindfulness com a educação ao ar livre e a educação para a sustentabilidade, este método aumenta o bem-estar emocional, promove o sucesso educativo e responde à necessidade de tornar as aulas mais dinâmicas e reduzir o stress de alunos e professores.
Durante o curso as docentes tiveram também a oportunidade de visitar a escola Dalskóli, uma escola de referência na Islândia; uma escola inclusiva onde todas as crianças são bem-vindas, independentemente das suas capacidades físicas e mentais, cultura e religião. A ideia fundamental subjacente às atividades desta escola é que todos se sintam bem e que os alunos (do pré escolar ao ensino secundário) tenham a oportunidade de se desenvolver, aprender e florescer.
Ao participar neste curso internacional ao abrigo do Programa Erasmus+ as docentes do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida em mobilidade puderam contactar com novas ideias proporcionadas não apenas pelo curso frequentado, mas também pela oportunidade de conhecer diferentes pessoas, oriundas de diferentes países e culturas, percebendo, uma vez mais, a riqueza e a diversidade da Europa.
A qualidade da formação foi excelente. O seu caráter prático proporcionou inúmeras atividades e estratégias facilmente adaptáveis a diferentes contextos educativos, mostrando como é possível ultrapassar as barreiras da sala de aula convencional e transformar os espaços exteriores em ambientes ricos de aprendizagem evidenciando como o contacto com a natureza, o movimento e a exploração podem favorecer o bem-estar, a atenção, a concentração, a cooperação, e, consequentemente, aprendizagens mais profundas e duradouras.