O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em parceria com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), reforça o apelo à participação da comunidade na monitorização de organismos gelatinosos na costa portuguesa durante a presente época balnear. A iniciativa insere-se no âmbito do projeto de ciência cidadã GelAvista, vocacionado para a proteção do oceano, literacia ambiental e prevenção de acidentes nas praias.
O programa convida banhistas e frequentadores da zona costeira a reportar o avistamento de espécies como a caravela-portuguesa, alforrecas ou medusas. O registo de dados — que inclui o envio de fotografia, localização, data, hora e número aproximado de espécimes — permite aos investigadores mapear a presença destes organismos, prever ocorrências e emitir avisos à população.
Para responder ao afluxo de cidadãos estrangeiros no litoral português, a aplicação móvel GelAvista disponibiliza agora uma versão bilingue (em português e inglês). A participação pode ser formalizada através da aplicação (disponível para sistemas Android e iOS) ou pelo endereço eletrónico plancton@ipma.pt.
Recomendações em caso de picada O projeto divulga ainda orientações específicas para primeiros socorros em caso de contacto direto com estes organismos:
Caravela-portuguesa: Lavar a zona afetada exclusivamente com água do mar, retirar eventuais tentáculos e aplicar compressas quentes durante cerca de 20 minutos. Em caso de dificuldades respiratórias ou choque, deve recorrer-se de imediato a assistência médica.
Medusas: Lavar a área atingida com água do mar e aplicar compressas de gelo durante cerca de 15 minutos. Se a dor persistir, aconselha-se a consulta de um profissional de saúde.