Projeto Raízes Partilhadas reforça resposta habitacional para cidadãos em situação de sem-abrigo

O Complexo Habitacional da Quinta de Paramos passou a contar, desde esta quarta-feira, dia 29 de abril, com uma nova habitação partilhada destinada a acolher três cidadãos em situação de sem-abrigo. Esta é a terceira unidade inaugurada no âmbito do projeto Raízes Partilhadas, uma iniciativa do Centro Social de Paramos que promove a dignidade e a reintegração social no concelho.

A cerimónia de abertura contou com a presença de representantes do Município de Espinho e da Segurança Social, assinalando o alargamento de uma resposta que combina alojamento seguro com acompanhamento técnico especializado. Financiado pelo Instituto da Segurança Social e desenvolvido em parceria com a autarquia, o projeto teve início em dezembro de 2024 e foca-se na autonomização de pessoas desprovidas de suporte familiar e em risco de exclusão extrema.

Américo Castro, presidente do Centro Social de Paramos, sublinhou que esta nova habitação representa uma esperança de mudança, permitindo que os residentes recebam uma habitação digna e acompanhamento para adquirirem competências sociais e profissionais. O objetivo técnico central passa por preparar os utentes para o regresso a um estilo de vida saudável e para a convivência em comunidade, promovendo hábitos de partilha e integração para que ninguém tenha de permanecer na rua.

O presidente da Câmara Municipal de Espinho, Jorge Ratola, destacou a relevância destas respostas de proximidade, defendendo a necessidade de aproveitar as oportunidades de financiamento do Estado com criatividade. O autarca elogiou o trabalho desenvolvido pela instituição, salientando a importância de não desperdiçar verbas para concretizar projetos que tenham impacto direto na vida das populações mais vulneráveis.

Atualmente, esta resposta social já integrava um apartamento e uma casa, com um total de sete residentes. Com a integração de três novos utentes prevista para o próximo dia 4 de maio, o Raízes Partilhadas passará a apoiar dez cidadãos em simultâneo. Tal como as raízes sustentam uma árvore, o projeto assume-se como o alicerce necessário para que estas pessoas possam reconstruir as suas vidas e garantir o acesso a direitos essenciais como saúde, educação e trabalho.

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