As docentes Andreia Pereira, Margarete Gomes e Manuela Correia, do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida (AEMGA), participaram recentemente em Aalborg, na Dinamarca, na formação internacional “Motivating learning through outdoor education, creativity and makerspace”, integrada no projeto Erasmus+ “Make(r) Space for Outdoors @AEMGA”. Ao longo desta jornada enriquecedora, as professoras contactaram com metodologias ativas inovadoras, como a aprendizagem baseada em projetos (PBL), o design thinking e o uso de espaços makerspace. A formação permitiu-lhes explorar de que forma a educação ao ar livre e as ferramentas tecnológicas podem caminhar lado a lado para potenciar o entusiasmo e a autonomia dos alunos. Estas professoras acreditam na necessidade de evoluir de uma sociedade excessivamente meritocrática para uma comunidade educativa mais inclusiva, onde os recursos tecnológicos e as metodologias inovadoras sejam utilizados em prol do bem-estar coletivo.
Durante a estadia, as docentes tiveram a oportunidade de visitar escolas, bibliotecas e vários Makerspaces — espaços públicos de criatividade dotados de todas as ferramentas, maquinaria e materiais necessários para que os alunos possam desenvolver os seus próprios projetos. Adicionalmente, estabeleceram contacto com a polícia local com o intuito de compreender as dinâmicas de cooperação comunitária e de que forma as forças de segurança apoiam ativamente os contextos escolares.
Mais do que uma partilha de boas práticas, esta experiência serviu de inspiração para repensar o futuro da educação em Portugal. O objetivo das docentes passa agora por implementar e partilhar estas dinâmicas, promovendo a criação de recursos lúdico-pedagógicos digitais e analógicos que permitam começar a transformar a sala de aula num espaço de cooperação e descoberta. Pretende-se impulsionar uma escola que valorize tanto o bem-estar coletivo como a inovação, preparando os estudantes para os desafios de uma sociedade em constante evolução através de metodologias mais abertas e significativas.
Esta vivência internacional reforça a urgência de evoluir de um modelo de ensino tradicional e focado no mérito individual para uma comunidade educativa genuinamente inclusiva e colaborativa. A verdadeira transformação do ensino começa na capacidade de colocar a humanização e a flexibilidade pedagógica no centro do processo, mostrando que é possível construir, também em Portugal, uma escola onde a tecnologia e a natureza se unem para formar não apenas bons alunos, mas cidadãos plenos e conscientes.



