Centro Hospitalar Gaia/Espinho em “estado vegetativo”

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Presidente da Câmara Municipal de Espinho considera insustentável a degradação dos serviços hospitalares

O Presidente da Câmara de Espinho, Pinto Moreira, considera inaceitável a situação a que o governo deixou chegar o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia-Espinho.

O Presidente da Câmara Municipal de Espinho cuja população recorre diariamente aos serviços de saúde daquele Centro Hospitalar lamenta que ele tenha ficado fora dos dez hospitais contemplados com 90 milhões de euros de investimento.

“Parece que há forças ocultas e movidas por interesses insondáveis que pretendem desvalorizar e secundarizar o Centro Hospitalar de Gaia e Espinho que serve um universo de 350 mil utentes nestes dois concelhos da Área Metropolitana do Porto.”

A ausência de Conselho de Administração e a inoperância que esta situação implica, gera desalento e elevada preocupação. O CA, que é composto por cinco administradores, só tem três em exercício de funções e com mandato até final do ano. É incompreensível e inaceitável a manutenção desta situação com manifesta incapacidade da Ministra da Saúde em proceder à nomeação de um novo CA, devidamente capacitado para o exercício de funções.

Há sectores como o da enfermagem a funcionar nos limites e com as mais graves carências obrigando ao cancelamento de tempos operatórios em Neurocirurgia, Urologia, Otorrino, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, entre outras especialidades.

Acresce ainda a perspectiva do fecho de camas nos internamentos, já de per si diminutas.

A delapidação constante de recursos humanos e de instalações no Centro Hospitalar de Gaia-Espinho impede que o Serviço Farmacêutico funcione 24 horas por dia e passe a funcionar em horário parcial.

Uma situação que provocou a demissão da responsável pelo Serviço, depois de todos os esforços, avisos e tentativas de alerta para a gravidade do problema.

A nomeação de outro responsável para este ou outro serviço do hospital não resolve os problemas estruturais de falta de recursos, falta de meios humanos, falta de coesão e solidez na Administração do Centro Hospitalar e falta de motivação e liderança nas equipas.

Ninguém consegue explicar o ponto de situação da obra iniciada e da Fase C do Hospital, anunciada com pompa e circunstância pelos responsáveis governamentais.

O Centro Hospitalar Gaia-Espinho tem um corpo clínico e serviços médicos de excelência em várias especialidades.

Presta um inestimável e insubstituível serviço público de saúde à população do concelho de Espinho.

Perante a degradação de tão imprescindível missão de serviço público para os utentes do concelho, muitos deles em situação de fragilidade, o Presidente da Câmara Municipal de Espinho apela ao Primeiro-Ministro, ao Ministro das Finanças e à Ministra da Saúde que olhem para o Centro Hospitalar VNG/Espinho como um hospital indispensável para 700 mil pessoas, a sul do Douro e oriundas sobretudo dos concelhos de Gaia e Espinho.

Comunicado de: Pinto Moreira, Presidente da Câmara Municipal de Espinho

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