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Terça-feira, Agosto 16, 2022
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Apresentado o livro “Baiôa sem data para morrer” de Rui Couceiro

No passado dia 30 de junho de 2022 a sala polivalente da Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva foi palco da apresentação do livro “Baiôa sem data para morrer” de Rui Couceiro.
A Câmara Municipal de Espinho fez-se representar pelo vice-presidente da autarquia Álvaro Monteiro. A sessão foi moderada pelo escritor e crítico literário Sérgio Almeida e pelo jornalista Mário Augusto, dando a conhecer melhor o jovem escritor, Rui Couceiro, que nasceu no Porto em 1984, mas foi em Espinho que cresceu e desenvolveu o gosto pelos livros e pela leitura, nomeadamente na Biblioteca Municipal de Espinho.
Seguiu a sua formação na área da Comunicação Social, mestrado em Ciências da Comunicação e pós-graduação em Estudos Culturais, deixando para trás uma tese de doutoramento, para se dedicar à escrita nos seus poucos tempos livres.
Rui Couceiro, comunicador nato, ingressou no meio editorial, como assessor de comunicação da Porto Editora, em 2006, trabalhou durante oito anos em rádio, passou pela imprensa e pela televisão. É editor da Bertrand, tendo a seu cargo a chancela Contraponto, e também coordenador cultural da Porto Editora.
Esta sessão, marcada pela presença de amigos, familiares e professores, decorreu num ambiente acolhedor, ficando a vontade de receber novamente o Rui Couceiro para novos projetos culturais.
“Baiôa sem data para morrer”
“Quando um jovem professor decide aceitar a mão que o destino lhe estende, longe está de imaginar que, desse momento em diante, de mero espectador passará a narrador e personagem da sua própria vida. Na aldeia dos avós, no Alentejo mais profundo, Joaquim Baiôa, velho faz-tudo, decidiu recuperar as casas que os proprietários haviam votado ao abandono e assim reabilitar Gorda-e-Feia, antes que a morte a venha reclamar. Eis, pois, o pretexto ideal para uma pausa no ensino e o sossegar de um quotidiano apressado imposto pela modernidade. Mas, em Gorda-e-Feia, a morte insiste em sair à rua, e a pacatez por que o jovem professor ansiava torna-se um tempo à míngua, enquanto, juntamente com Baiôa, tenta lutar contra a desertificação de um mundo condenado.
Num romance que tanto tem de poético como de irónico, repleto de personagens memoráveis e de exuberância imaginativa, e construído como uma teia que se adensa ao ritmo da leitura, Rui Couceiro põe frente a frente dois mundos antagónicos, o urbano e o rural, e duas gerações que se encontram a meio caminho, sobre o pó que ali se tinge de vermelho, o mais novo à espera, o mais velho sem data para morrer.”

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