Município de Espinho vai renovar e ampliar a rede de água

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Apresentação pública realizada no Centro Multimeios apresentou plano de intervenção à população.

O plano faseado de renovação e ampliação da rede local de água no concelho de Espinho, prevê o investimento de 8,5 milhões de euros até 2024 para substituir condutas antigas em fibrocimento, eliminar ruturas e alargar a cobertura.
O plano foi apresentado em sessão pública, realizada no Centro Multimeios em Espinho, no passado dia 12 março.
O concelho de Espinho conta com 170 quilómetros de condutas e a maior parte desses canais tem mais de 40 anos, sendo que 60 quilómetros ainda são em fibrocimento.
As condutas são relativamente estreitas e “já não têm capacidade para corresponder ao ritmo de crescimento da cidade” em termos demográficos e habitacionais, os cinco reservatórios disponíveis no município não conseguem evitar frequentes ruturas no abastecimento.
É esse problema que a autarquia quer agora resolver e, depois de um estudo ao estado da rede e às suas necessidades futuras.
Lurdes Ganicho, vereadora com o pelouro das Obras Municipais garantiu que a empreitada de 8,5 milhões de euros “vai, não só, resolver os problemas atuais, mas também garantir uma resposta adequada à população durante os próximos 50 anos”.
Atualmente “já há dois quilómetros de rede nova em Espinho”, devido a intervenções impostas pela requalificação em curso no canal ferroviário, mas a primeira etapa do novo plano de obras deverá arrancar no segundo semestre de 2019 e começar pelas ruas 66, 6 e 19.
O investimento previsto para essa fase é de 1,7 milhões de euros e já foi objeto de uma candidatura comunitária, mas Lurdes Ganicho notou que a aprovação do financiamento “não é garantida” e que a atribuição de fundos às etapas seguintes dependerá sempre das oportunidades de comparticipação que entretanto surjam.
A autarca assegurou, ainda assim, que, “com ou sem fundos comunitários, a obra é para ser feita” porque “a rede atual já não é a adequada aos 15.000 contratos [de abastecimento] ativos no concelho e tem obrigatoriamente que ser ampliada para responder em condições ao crescimento da população”.
O orçamento global da empreitada também abrange a substituição de pavimentos nas zonas intervencionadas “porque, sem essa requalificação viária, só se iria aumentar o número de remendos na estrada”.
Contudo, Lurdes Ganicho deixou um aviso: “Não vale a pena reclamar que as condutas estão prontas e a rua continua por arranjar, porque a repavimentação só se pode fazer mais tarde, depois de as terras assentarem e ficarem estabilizadas”.
Transtornos para a população serão, por isso, inevitáveis. “A verdade é que este tipo de empreitada é incómoda e vai criar dificuldades às pessoas. Mas a obra tem de ser feita e, se não se realizasse agora, no futuro os transtornos iam ser muito maiores e mais frequentes”, afirmou a vereadora.
Já a pensar nisso, a substituição de condutas vai apostar não em PVC (plástico à base de policloreto de vinila), mas em polietileno.
“Esse material tem muito mais durabilidade, que é o que se pretende para uma obra pensada para os próximos 50 anos”, concluiu a autarca.
Imagem: Diogo Proença / Filipe Couto
Edição: Diogo Proença

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